sexta-feira, 30 de junho de 2017

Encontro das Mulheres Metalúrgicas discute defesa à democracia



28/03/2016 17:18

Por: Michelly Cyrillo

Evento reuniu cerca de 200 trabalhadores na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC nesta segunda
O 5º Encontro da Mulher Metalúrgica do ABCD foi marcado pela defesa da democracia e dos direitos trabalhistas conquistados nas últimas décadas. O evento ocorreu na manhã desta segunda-feira (28/03) na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo.
Cerca de 200 metalúrgicas da base do sindicato participaram do evento, que tradicionalmente faz um balanço das conquistas das mulheres no local de trabalho e estabelece metas para os próximos anos. Porém, diante do cenário político-econômico que o País atravessa atualmente, a edição deste ano foi mais abrangente e discutiu como a democracia ameaçada pode influenciar diretamente na perda de direitos conquistados.
“Avançamos em algumas coisas nos últimos anos, como ampliação da licença maternidade e agora da licença paternidade. Mas esta edição do encontro foi além de um balanço. Foi fundamental para as companheiras entenderem como a crise atual pode impactar e refletir na vida delas. Não podemos confiar no que a grande mídia divulga e por isso trouxemos especialistas para discutir a crise política e econômica atual”, afirmou a diretora do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Ana Nice Martins de Carvalho.

IMPACTO

A secretária de Políticas para as Mulheres da Prefeitura de São Paulo, Denise Motta Dau, afirmou que a ameaça à democracia poderá impactar em um série de perda de direitos trabalhistas e para as mulheres. “Sempre discutimos que as mulheres ainda precisam ser tratadas como iguais no universo do trabalho, como exercer mais cargos de liderança, equiparação salarial com os homens. Porém, não podemos permitir perder os direitos conquistados e retroceder. Com a democracia ameaçada fica difícil discutir avanços e por isso o momento é de defender o que temos até agora”, disse.
A cientista social e doutoranda da Unicamp Juliane da Costa Furno afirmou que a crise econômica no Brasil existe há 30 anos. “Desde a ditadura o Brasil começou a crise e ela foi cíclica desde então. Não podemos aceitar o discurso da mídia de que a crise é de agora. A história e os números relevam os fatos reais. Todos os governos têm erros e acertos. O que não podemos permitir é que a democracia seja ameaçada”, afirmou.
A secretária de assistência social da Prefeitura de São Bernardo, Márcia Barral, também participou do evento e afirmou que é necessário lutar pela democracia. "Podemos perder uma série de políticas públicas importantes para as mulheres. Precisamos entender o que significa o fim da democracia e lutar para que isso não ocorra".

Disponível em: http://www.abcdmaior.com.br/materias/economia/encontro-das-mulheres-metalurgicas-discute-defesa-a-democracia

Metalúrgicas do ABC querem aumentar presença de mulheres no mercado de trabalho

PERFIL
Na base do sindicato da categoria, que abriu congresso nesta quinta, 15% são mulheres. Em 1998, eram 12%. Elas também defendem políticas públicas para as trabalhadoras, como a extensão da licença-maternidade
por Viviane Claudino, da RBA publicado 03/04/2014 20h14
CUT
metalúrgicas
"Ainda há a crença de que o trabalho nas metalúrgicas é pesado para as mulheres", afirma sindicalista
São Paulo – Discutir a inserção das mulheres no mercado de trabalho, ampliar a participação da mão de obra feminina e defender políticas públicas são temas do terceiro congresso das metalúrgicas do ABC, aberto na noite de hoje (3) em São Bernardo do Campo. Na base do sindicato, que inclui quatro dos sete municípios da região, as metalúrgicas somam 15,2% da categoria, segundo o Dieese, o que representa 15,3 mil trabalhadores. Em 1998, as mulheres representavam 12,4%.
Para a diretora-executiva do sindicato Ana Nice Martins de Carvalho, coordenadora da Comissão das Metalúrgicas do ABC e funcionária da Panex, apesar do aumento no percentual ainda há resistência do setor patronal para a contratação de mulheres. "Culturalmente, ainda há essa divisão de gênero, e a crença de que o trabalho nas metalúrgicas é pesado para as mulheres. No setor de eletroeletrônico e autopeças, por exemplo, encontramos bastante mulheres trabalhando, pois são funções que exigem o manuseio de peças pequenas e entende-se que as mulheres são mais delicadas para isso."
Além de menor participação no mercado, as mulheres recebem menor remuneração – o valor é 30% mais baixo em relação aos homens, embora o estudo aponte que a média salarial das metalúrgicas no ABC é 70% maior comparado ao restante do país. “Esse distanciamento se dá porque o ABC é o polo industrial que concentra muitas áreas técnicas e especializadas das montadoras, onde a remuneração é mais alta”, avalia a coordenadora.
Entre os avanços, ela destaca a implementação da licença-maternidade de 180 dias. "Temos praticamente 100% das empresas da base com a licença de 180 dias. Nossa luta agora é para que essa conquista chegue a todas as trabalhadoras do país. Por isso defendemos a aprovação da PEC (Proposta de Emenda Constitucional), que está na Câmara e garante esse benefício a todas as trabalhadoras."
Pesquisa divulgada em julho de 2011, sobre o perfil do metalúrgico do ABC, mostra que das pouco mais de 15 mil mulheres na base, quase metade (47%) estava no setor automobilístico, sendo 16,7% em montadoras e 30,2% em empresas de autopeças. Outras 23% ficavam no segmento de metalurgia básica, 12% em máquinas e equipamentos e 14% em fabricantes de eletroeletrônicos. Das montadoras na base do sindicato (Volkswagen, Ford, Mercedes-Benz, Scania e Toyota), que concentram aproximadamente 30 mil trabalhadores, 8,6% são mulheres.
Entre as cidades da base, Diadema tinha maior participação de mulheres, que representavam 20% do total. Em seguida, vinham Ribeirão Pires, com 18% dos postos de trabalho ocupados por mulheres, Rio Grande da Serra (13%) e São Bernardo (12%).
O congresso vai até sábado. Nesta sexta (4) pela manhã, haverá uma palestra da empresária Luiza Trajano.

Disponível em: http://www.redebrasilatual.com.br/trabalho/2014/04/metalurgicas-do-abc-querem-aumentar-a-participacao-das-mulheres-no-mercado-de-trabalho-4256.html

Com aprovação de carta, Congresso é encerrado

2º Congresso das Mulheres Metalúrgicas terminou no início da tarde deste sábado, 27, com aprovação das diretrizes que Sindicato vai incorporar em suas ações.

As reivindicações específicas das mulheres vão ganhar mais espaço na agenda do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Um conjunto de 8 diretrizes foi aprovado pelas 422 delegadas e 67 delegados no encerramento do 2º Congresso das Mulheres Metalúrgicas.

Intitulada Carta do 2º Congresso, o documento aponta para reivindicações que valorizem o trabalho e o salário das mulheres,  a maior participação delas nas instâncias de representação sindical e na categoria, e cria encontros anuais às trabalhadoras (veja íntegra abaixo). A carta também lança oficialmente a campanha Da licença, eu quero 180, pela ampliação da licença maternidade de 120 para 180 dias.

"É um documento para virar realidade", afirmou Sérgio Nobre, presidente do Sindicato,  assumindo o compromisso de tornar reivindicações as oito diretrizes.

Aberto na noite de quinta-feira, 25, com as presenças do presidente Lula, e das ministras Dilma Rousseff, Casa Civil, e Nilceia Feire, da secretaria de Mulheres do governo Federal, o 2º Congresso contou com conferências, debates e oficinas temáticas. "Abrimos o maior espaço possível para a expressão das companheiras. Elas começaram a perceber que o Sindicato é de fato um local também para as mulheres", acrescentou Simone Vieira, coordenadora da Comissão das Mulheres Metalúrgicas.

Leia a cobertura completa do Congresso na edição da terça-feira da Tribuna Metalúrgica.


Mesa de encerramento do congresso que votou diretrizes para as metalúrgicas



Carta-Compromisso do 2◦ Congresso de Mulheres Metalúrgicas do ABC

Nós, delegadas e delegados do 2◦ Congresso das Mulheres Metalúrgicas do ABC, realizado no período de 25 a 27 de março de 2010, reiteramos as resoluções do 1◦ Congresso da Mulher Metalúrgica de São Bernardo do Campo e Diadema, hoje ABC, em 1978, e do 6◦ Congresso dos Metalúrgicos do ABC, em 2009.

É importante ressaltar que o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC tem em sua base 97,4 mil trabalhadores, as mulheres representam 14% da categoria e são cada vez mais jovens: 38,4% têm até 29 anos.  A maioria das trabalhadoras está empregada nas indústrias de autopeças e é horista. Nas montadoras, porém, grande parte é mensalista. Por terem baixo acesso as funções de maior remuneração e de chefia, e também às promoções, o salário médio das mulheres é 33% inferior ao dos homens. Quanto à escolaridade constata-se que 53% concluíram o ensino médio e 13% têm nível superior.

Nas últimas décadas, toda a categoria obteve conquistas históricas. No entanto, o sindicato deve levar adiante a responsabilidade de fortalecer a atuação das metalúrgicas visando a melhoria das condições de trabalho, e, o aumento da participação política.

Este é o momento ideal. O país combina desenvolvimento econômico, distribuição de renda e justiça social e a Região do ABC retoma sua agenda institucional, reforçando as pautas de trabalho decente e inclusão social. Este cenário favorável torna mais do que oportuno o fortalecimento da diretriz: Lugar de Mulher também é no Sindicato!

Nesse sentido, nós - 503 delegados (435 mulheres e 67 homens) - propomos à executiva do sindicato o desenvolvimento das seguintes medidas:   

·        criar condições para promover a igualdade de condições de trabalho e de salários entre mulheres e homens, por meio do estímulo e da negociação de medidas de ações afirmativas nas empresas; 
·        estimular e monitorar o desenvolvimento de políticas públicas voltadas às mulheres e relacionadas com as questões de raça, juventude e pessoas com deficiência, na Região do ABC e nas três instâncias de governo;
·        atuar de maneira conjunta com os demais movimentos sociais para fortalecer o reconhecimento da diversidade na sociedade e das reivindicações das mulheres, incluindo essas questões nas pautas que visam melhoria da qualidade de vida para toda a sociedade;  
·        organizar atividades de formação para as mulheres, e, incluir as questões de gênero nas ações formativas. Os objetivos são os de ampliar a participação das mulheres na vida política e sensibilizar os homens para defenderem os direitos das mulheres.
·        desenvolver ações para ampliar a participação de mulheres na categoria, por meio da sindicalização; dos Comitês Sindicais de Empresa; da aplicação das cotas de participação em todas as instâncias do sindicato; e da participação no Coletivo de Mulheres e nos de Juventude, Pessoas com Deficiência e Igualdade Racial;
·        desenvolver a Campanha: Da licença, queremos 180 pela adesão das empresas ao Programa Empresa Cidadã, que prevê a ampliação da Licença Maternidade de 120 para 180 dias;
·        buscar o aumento do número de mulheres na categoria e em postos de trabalho mais valorizados tendo como meta resultados expressivos até a realização do 3◦ Congresso das Mulheres Metalúrgicas do ABC, em 2013;
·         Finalizando, indicamos a realização de congressos das mulheres metalúrgicas do ABC a cada três anos, precedidos de encontros anuais, visando realizar o balanço das ações e traçar novas diretrizes. 

São Bernardo do Campo, 27 de março de 2010.

Manifestação metalúrgicas/os SMABC - violência contra a mulher

Hoje pela manhã a Comissão de Metalúrgicas do nosso Sindicato iniciou uma campanha contra o feminicídio. A primeira assembleia ocorreu na Re...