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terça-feira, 4 de julho de 2017

Metalúrgicas do ABC lotam auditório para debater saúde


Evento na Regional Diadema comemorou o Dia Internacional da Mulher

Escrito por: vanessa • Publicado em: 11/03/2013cebook Twitter Google Plus
Ana Nice Martins, coordenadora da Comissão de Metalúrgicas do ABC - Foto: Paulo de Souza / SMABCAna Nice Martins, coordenadora da Comissão de Metalúrgicas do ABC - Foto: Paulo de Souza / SMABC
Mais de 500 metalúrgicas e metalúrgicos do ABC lotaram o auditório da Regional Diadema nesta sexta (8) para falar sobre a saúde da mulher, em encontro promovido pela Comissão das Metalúrgicas do ABC no Dia Internacional da Mulher.
Durante a abertura, o presidente do Sindicato, Rafael Marques, destacou a ampliação da presença feminina nas disputas eleitorais e à frente das políticas de inclusão.
??As mulheres têm mais compromisso com a família e é por isso que são titulares de programas como o Bolsa Família, de transferência de renda ou o Minha Casa, Minha Vida, de habitação?, disse. ??As mulheres gostam de boas roupas e sapatos, mas gostam mais de respeito?, concluiu.
Assédio

Na questão da saúde, a psicóloga Eliana Pintor, do Centro de Referência de Saúde do Trabalhador de São Bernardo, o Cerest, elencou uma série de questões que levam a mulher ao sofrimento no trabalho, como os assédios moral e sexual.
??A vida profissional está povoada pelos assédios moral e sexual, desde o controle de idas ao banheiro até a proibição de grávidas se sentaram durante a jornada de trabalho?, afirmou.
Segundo Eliana, as mulheres, de uma maneira geral, vivem em conflito entre a família e o trabalho. ??Cansamos de ouvir depoimentos no Cerest de mulheres que lavaram roupas até às 2 horas da manhã e foram para a fábrica às 5h?, relatou.
Para a psicóloga, as mulheres precisam se libertar das ditaduras da moda e da beleza, impostas pelo mercado, que buscam alimentar o consumo e nada tem a ver com a felicidade.
??Não podemos mais envelhecer. Essa postura é muito perigosa, por que as mulheres estão morrendo nas mesas de cirurgia de lipoaspiração?, alertou.
??Não podemos ser inimigas de nós mesmas. Ao invés de terminarmos o dia pensando no que deixamos de fazer, vamos lembrar o que fizemos?, finalizou Eliana.
Direito à saúde
A diretora do Departamento de Atenção Especializada da Secretaria Municipal da Saúde de São Bernardo, Débora do Carmo, também convidada para o debate na Regional, lembrou as companheiras da importância da participação nos processos políticos como forma de garantir seus direitos à saúde. ??Não queremos ser iguais, queremos tratamentos iguais?, disse.
A diretora chamou a atenção da companheirada para exigir um atendimento digno para cuidar da saúde, sem violência ou agressões.
??As mulheres têm o direito de saber tudo sobre os procedimentos médicos, durante os seus exames ginecológicos, por exemplo?, destacou. E completou, ??A mulher precisa autorizar qualquer procedimento em seu corpo?.
No encerramento do debate, a coordenadora da Comissão de Metalúrgicas do ABC, Ana Nice Martins de Carvalho, destacou a necessidade de a mulher ter equiparação salarial aos homens para conquistar os seus direitos.
??As mulheres estudam mais, se dedicam mais e, mesmo assim, ganham menos que os homens?, lembrou a dirigente.
??Precisamos garantir a igualdade de salários para que as mulheres possam ter autonomia financeira para conquistar mais qualidade para suas vidas?, disse Ana Nice.
Cartilha

A Comissão de Metalúrgicas do ABC lançaram durante o encontro uma cartilha com os direitos conquistados pelas trabalhadoras, que será distribuída nas fábricas da base.
Para terminar o encontro do Dia Internacional da Mulher, o presidente do Sindicato, Rafael Marques, e o diretor de Administração, Teonílio Monteiro da Costa, o Barba, assinaram uma carta-compromisso com a campanha do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, UNA-SE pelo fim da violência contra mulher.

Disponívem em: http://www.cutsp.org.br/noticias/metalurgicas-do-abc-lotam-auditorio-para-debater-saude-48dd/

sábado, 1 de julho de 2017

Mulheres metalúrgicas debatem reivindicações

Publicado em domingo, 13 de agosto de 2006 
William Glauber
Do Diário do Grande ABC
Mulheres metalúrgicas se reuniram sábado na subsede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (filiado à CUT), em Diadema, para discutir questões delas para elas. Na maioria mães de família com dupla jornada, cerca de cem trabalhadoras aproveitaram a tarde de sol do sábado para debater reivindicações imediatas e específicas das mulheres, como avanço no auxílio-creche e a participação feminina no movimento sindical da categoria.
A principal bandeira do encontro é a melhoria do auxílio-creche na categoria com parte significativa da base em São Bernardo e Diadema. Hoje, as mulheres têm direito ao benefício por um ano e as empresas arcam com 10% a 20% do piso salarial sobre o valor da mensalidade da creche. Para elas, a concessão dos patrões tem de aumentar.
Tendo como referência cláusulas de convenções coletivas de categorias como bancários e químicos, as metalúrgicas querem novas conquistas. As bancárias, por exemplo, têm direito ao benefício por seis anos e as trabalhadoras do ramo químico garantem o auxílio-creche por dois anos. Com a ampliação do auxílio às metalúrgicas do Grande ABC, 12 mil mulheres podem se beneficiar.
Segundo a diretora do Sindicato, Michelle da Silva, a luta pelo auxílio-creche vem de longa data no movimento sindical. "É uma bandeira de 1978 e já avançamos bastante nas convenções. Esse encontro tem também o objetivo de descobrir outros desejos das metalúrgicas e sensibilizá-las também na luta sindical."
Para combater as formas de preconceito, Michelle diz que a união das mulheres na luta por direitos é fundamental. "Ainda existe grande pressão sobre as mulheres. Por serem responsáveis pelos filhos e muitas vezes pela casa, as mulheres têm mais medo de se expor", explica a sindicalista.
Há três anos como operária da Volkswagen do Brasil, a líder sindical conta que, no início da militância, encontrou resistência principalmente por parte dos trabalhadores mais velhos. "A gente tem a missão de desconstruir isso aos poucos no ambiente de trabalho", conta Michelle, que puxa assembléia, organiza mobilizações e atua no dia-a-dia no chão de fábrica.

Disponível em: http://www.dgabc.com.br/(X(1)S(gple5n2bdfkmvatfhjnucm2))/Noticia/317079/mulheres-metalurgicas-debatem-reivindicacoes

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Encontro das Mulheres Metalúrgicas discute defesa à democracia



28/03/2016 17:18

Por: Michelly Cyrillo

Evento reuniu cerca de 200 trabalhadores na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC nesta segunda
O 5º Encontro da Mulher Metalúrgica do ABCD foi marcado pela defesa da democracia e dos direitos trabalhistas conquistados nas últimas décadas. O evento ocorreu na manhã desta segunda-feira (28/03) na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo.
Cerca de 200 metalúrgicas da base do sindicato participaram do evento, que tradicionalmente faz um balanço das conquistas das mulheres no local de trabalho e estabelece metas para os próximos anos. Porém, diante do cenário político-econômico que o País atravessa atualmente, a edição deste ano foi mais abrangente e discutiu como a democracia ameaçada pode influenciar diretamente na perda de direitos conquistados.
“Avançamos em algumas coisas nos últimos anos, como ampliação da licença maternidade e agora da licença paternidade. Mas esta edição do encontro foi além de um balanço. Foi fundamental para as companheiras entenderem como a crise atual pode impactar e refletir na vida delas. Não podemos confiar no que a grande mídia divulga e por isso trouxemos especialistas para discutir a crise política e econômica atual”, afirmou a diretora do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Ana Nice Martins de Carvalho.

IMPACTO

A secretária de Políticas para as Mulheres da Prefeitura de São Paulo, Denise Motta Dau, afirmou que a ameaça à democracia poderá impactar em um série de perda de direitos trabalhistas e para as mulheres. “Sempre discutimos que as mulheres ainda precisam ser tratadas como iguais no universo do trabalho, como exercer mais cargos de liderança, equiparação salarial com os homens. Porém, não podemos permitir perder os direitos conquistados e retroceder. Com a democracia ameaçada fica difícil discutir avanços e por isso o momento é de defender o que temos até agora”, disse.
A cientista social e doutoranda da Unicamp Juliane da Costa Furno afirmou que a crise econômica no Brasil existe há 30 anos. “Desde a ditadura o Brasil começou a crise e ela foi cíclica desde então. Não podemos aceitar o discurso da mídia de que a crise é de agora. A história e os números relevam os fatos reais. Todos os governos têm erros e acertos. O que não podemos permitir é que a democracia seja ameaçada”, afirmou.
A secretária de assistência social da Prefeitura de São Bernardo, Márcia Barral, também participou do evento e afirmou que é necessário lutar pela democracia. "Podemos perder uma série de políticas públicas importantes para as mulheres. Precisamos entender o que significa o fim da democracia e lutar para que isso não ocorra".

Disponível em: http://www.abcdmaior.com.br/materias/economia/encontro-das-mulheres-metalurgicas-discute-defesa-a-democracia

Metalúrgicas do ABC publicam revista para denunciar violência contra mulher

MOBILIZAÇÃO
Publicação produzida pela Comissão das Mulheres Metalúrgicas do ABC chama a atenção da categoria para a violência de gênero no país
por Redação RBA publicado 26/08/2016 09h53, última modificação 26/08/2016 19h07
TVT/REPRODUÇÃO
revista metalúrgicas.jpg
Edição tem 15 mil exemplares e é distribuída pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC nas fábricas da região
São Paulo – A Comissão de Mulheres Metalúrgicas do ABC lançou nesta semana revista temática sobre o alto índice de violência de gênero. Além de apresentar números alarmantes sobre casos de estupro no país, a edição traz reportagens que denunciam o machismo e também o racismo como causas de agressões e mortes de mulheres todos os anos no Brasil.
A edição tem 15 mil exemplares e é distribuída pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC nas fábricas da região. "É para a nossa categoria, para levarem para casa e refletirem sobre o que está ocorrendo", diz a coordenadora da comissão, Maria do Amparo Ramos, em reportagem da TVT.
Flávia Bigai, da Marcha Mundial das Mulheres do ABC, elogiou a iniciativa. Para ela, é uma resposta de um setor da sociedade que ajuda a dar mais visibilidade ao tema. A revista também traz o histórico de organização das mulheres dentro da categoria e aponta para a importância de levar mais mulheres para a política em defesa das pautas femininas.
Atualmente, nenhum dos sete municípios do ABC é governado por mulheres, e somente dez das 142 vagas nas câmaras municipais são ocupadas por parlamentares do sexo feminino.

Disponível em: http://www.redebrasilatual.com.br/cidadania/2016/08/violencia-mulheres-metalurgicas-do-abc-publicam-revista-para-denunciar-violencia-contra-mulher-7565.html

Manifestação metalúrgicas/os SMABC - violência contra a mulher

Hoje pela manhã a Comissão de Metalúrgicas do nosso Sindicato iniciou uma campanha contra o feminicídio. A primeira assembleia ocorreu na Re...