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terça-feira, 10 de outubro de 2017

Manifestação metalúrgicas/os SMABC - violência contra a mulher

Hoje pela manhã a Comissão de Metalúrgicas do nosso Sindicato iniciou uma campanha contra o feminicídio. A primeira assembleia ocorreu na Revoluz, em Diadema, local onde trabalhava uma companheira que, infelizmente, foi brutalmente assassinada pelo ex-marido. Nossa luta é pela conscientização dos trabalhadores e de toda sociedade em relação à violência contra a mulher, para que crimes como este não voltem a acontecer.

Vídeo:
https://www.facebook.com/WagnerSantanaSMABC/videos/124398391557368/

sábado, 1 de julho de 2017

ABC: Comissão das Metalúrgicas convida mulheres para Torneio de Futsal

"Jogar Juntas" faz parte das comemorações do 8 de março

Publicação: 27/02/2015
Ana Nice na 1ª edição do torneio incentiva trabalhadoras (Foto: SMABC)

Ana Nice na 1ª edição do torneio incentiva trabalhadoras (Foto: SMABC)
Em virtude das atividades do mês de luta das mulheres, instituído em março, a Comissão das Metalúrgicas do ABC, do Sindicato, convida todas as trabalhadoras da base para participarem do 2º Torneio de Futsal das Metalúrgicas do ABC, que este ano tem como lema ‘Jogar Juntas’.
“Jogar juntas representa a unidade das mulheres da base nas conquistas", afirmou a diretora-executiva do Sindicato e coordenadora da Comissão, Ana Nice Martins de Carvalho.
"Para a continuidade dos avanços dos nossos direitos precisamos jogar todas juntas, no mesmo time”, prosseguiu. “Esporte também é uma maneira de demonstrar luta. Por isso o Sindicato in­centiva esta atividade que mobiliza e pro­move a inclusão na categoria”, completou.
Para a dirigente, além do incentivo à prática do esporte, o 2º Torneio, assim como a edição do ano anterior que contou com a participação de oito equipes de diferentes fábricas, proporcionará a inclusão das metalúrgicas ao lazer e a interação das trabalhadoras da base.
“Ficamos muito felizes com o resultado da primeira edição da atividade e a participação das meta­lúrgicas. O torneio tem esse caráter de unificar para alcançarmos a igualdade das mulheres na sociedade e no mercado de trabalho”, relatou Ana Nice.
Equipes
Cada equipe tem que ter, pelo menos, uma das participantes associada ao Sindicato. As inscrições podem ser feitas de hoje até o próximo dia 6 e a ficha de inscrição  e deverão ser preenchidas e enviadas para o e-mail comissoes@smabc.org.br.
Com informações do SMABC 

Disponível em: http://fem.org.br/noticia/12934/abc-comissao-das-metalurgicas-convida-mulheres-para-jogar-juntas

Mulheres metalúrgicas debatem reivindicações

Publicado em domingo, 13 de agosto de 2006 
William Glauber
Do Diário do Grande ABC
Mulheres metalúrgicas se reuniram sábado na subsede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (filiado à CUT), em Diadema, para discutir questões delas para elas. Na maioria mães de família com dupla jornada, cerca de cem trabalhadoras aproveitaram a tarde de sol do sábado para debater reivindicações imediatas e específicas das mulheres, como avanço no auxílio-creche e a participação feminina no movimento sindical da categoria.
A principal bandeira do encontro é a melhoria do auxílio-creche na categoria com parte significativa da base em São Bernardo e Diadema. Hoje, as mulheres têm direito ao benefício por um ano e as empresas arcam com 10% a 20% do piso salarial sobre o valor da mensalidade da creche. Para elas, a concessão dos patrões tem de aumentar.
Tendo como referência cláusulas de convenções coletivas de categorias como bancários e químicos, as metalúrgicas querem novas conquistas. As bancárias, por exemplo, têm direito ao benefício por seis anos e as trabalhadoras do ramo químico garantem o auxílio-creche por dois anos. Com a ampliação do auxílio às metalúrgicas do Grande ABC, 12 mil mulheres podem se beneficiar.
Segundo a diretora do Sindicato, Michelle da Silva, a luta pelo auxílio-creche vem de longa data no movimento sindical. "É uma bandeira de 1978 e já avançamos bastante nas convenções. Esse encontro tem também o objetivo de descobrir outros desejos das metalúrgicas e sensibilizá-las também na luta sindical."
Para combater as formas de preconceito, Michelle diz que a união das mulheres na luta por direitos é fundamental. "Ainda existe grande pressão sobre as mulheres. Por serem responsáveis pelos filhos e muitas vezes pela casa, as mulheres têm mais medo de se expor", explica a sindicalista.
Há três anos como operária da Volkswagen do Brasil, a líder sindical conta que, no início da militância, encontrou resistência principalmente por parte dos trabalhadores mais velhos. "A gente tem a missão de desconstruir isso aos poucos no ambiente de trabalho", conta Michelle, que puxa assembléia, organiza mobilizações e atua no dia-a-dia no chão de fábrica.

Disponível em: http://www.dgabc.com.br/(X(1)S(gple5n2bdfkmvatfhjnucm2))/Noticia/317079/mulheres-metalurgicas-debatem-reivindicacoes

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Com aprovação de carta, Congresso é encerrado

2º Congresso das Mulheres Metalúrgicas terminou no início da tarde deste sábado, 27, com aprovação das diretrizes que Sindicato vai incorporar em suas ações.

As reivindicações específicas das mulheres vão ganhar mais espaço na agenda do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Um conjunto de 8 diretrizes foi aprovado pelas 422 delegadas e 67 delegados no encerramento do 2º Congresso das Mulheres Metalúrgicas.

Intitulada Carta do 2º Congresso, o documento aponta para reivindicações que valorizem o trabalho e o salário das mulheres,  a maior participação delas nas instâncias de representação sindical e na categoria, e cria encontros anuais às trabalhadoras (veja íntegra abaixo). A carta também lança oficialmente a campanha Da licença, eu quero 180, pela ampliação da licença maternidade de 120 para 180 dias.

"É um documento para virar realidade", afirmou Sérgio Nobre, presidente do Sindicato,  assumindo o compromisso de tornar reivindicações as oito diretrizes.

Aberto na noite de quinta-feira, 25, com as presenças do presidente Lula, e das ministras Dilma Rousseff, Casa Civil, e Nilceia Feire, da secretaria de Mulheres do governo Federal, o 2º Congresso contou com conferências, debates e oficinas temáticas. "Abrimos o maior espaço possível para a expressão das companheiras. Elas começaram a perceber que o Sindicato é de fato um local também para as mulheres", acrescentou Simone Vieira, coordenadora da Comissão das Mulheres Metalúrgicas.

Leia a cobertura completa do Congresso na edição da terça-feira da Tribuna Metalúrgica.


Mesa de encerramento do congresso que votou diretrizes para as metalúrgicas



Carta-Compromisso do 2◦ Congresso de Mulheres Metalúrgicas do ABC

Nós, delegadas e delegados do 2◦ Congresso das Mulheres Metalúrgicas do ABC, realizado no período de 25 a 27 de março de 2010, reiteramos as resoluções do 1◦ Congresso da Mulher Metalúrgica de São Bernardo do Campo e Diadema, hoje ABC, em 1978, e do 6◦ Congresso dos Metalúrgicos do ABC, em 2009.

É importante ressaltar que o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC tem em sua base 97,4 mil trabalhadores, as mulheres representam 14% da categoria e são cada vez mais jovens: 38,4% têm até 29 anos.  A maioria das trabalhadoras está empregada nas indústrias de autopeças e é horista. Nas montadoras, porém, grande parte é mensalista. Por terem baixo acesso as funções de maior remuneração e de chefia, e também às promoções, o salário médio das mulheres é 33% inferior ao dos homens. Quanto à escolaridade constata-se que 53% concluíram o ensino médio e 13% têm nível superior.

Nas últimas décadas, toda a categoria obteve conquistas históricas. No entanto, o sindicato deve levar adiante a responsabilidade de fortalecer a atuação das metalúrgicas visando a melhoria das condições de trabalho, e, o aumento da participação política.

Este é o momento ideal. O país combina desenvolvimento econômico, distribuição de renda e justiça social e a Região do ABC retoma sua agenda institucional, reforçando as pautas de trabalho decente e inclusão social. Este cenário favorável torna mais do que oportuno o fortalecimento da diretriz: Lugar de Mulher também é no Sindicato!

Nesse sentido, nós - 503 delegados (435 mulheres e 67 homens) - propomos à executiva do sindicato o desenvolvimento das seguintes medidas:   

·        criar condições para promover a igualdade de condições de trabalho e de salários entre mulheres e homens, por meio do estímulo e da negociação de medidas de ações afirmativas nas empresas; 
·        estimular e monitorar o desenvolvimento de políticas públicas voltadas às mulheres e relacionadas com as questões de raça, juventude e pessoas com deficiência, na Região do ABC e nas três instâncias de governo;
·        atuar de maneira conjunta com os demais movimentos sociais para fortalecer o reconhecimento da diversidade na sociedade e das reivindicações das mulheres, incluindo essas questões nas pautas que visam melhoria da qualidade de vida para toda a sociedade;  
·        organizar atividades de formação para as mulheres, e, incluir as questões de gênero nas ações formativas. Os objetivos são os de ampliar a participação das mulheres na vida política e sensibilizar os homens para defenderem os direitos das mulheres.
·        desenvolver ações para ampliar a participação de mulheres na categoria, por meio da sindicalização; dos Comitês Sindicais de Empresa; da aplicação das cotas de participação em todas as instâncias do sindicato; e da participação no Coletivo de Mulheres e nos de Juventude, Pessoas com Deficiência e Igualdade Racial;
·        desenvolver a Campanha: Da licença, queremos 180 pela adesão das empresas ao Programa Empresa Cidadã, que prevê a ampliação da Licença Maternidade de 120 para 180 dias;
·        buscar o aumento do número de mulheres na categoria e em postos de trabalho mais valorizados tendo como meta resultados expressivos até a realização do 3◦ Congresso das Mulheres Metalúrgicas do ABC, em 2013;
·         Finalizando, indicamos a realização de congressos das mulheres metalúrgicas do ABC a cada três anos, precedidos de encontros anuais, visando realizar o balanço das ações e traçar novas diretrizes. 

São Bernardo do Campo, 27 de março de 2010.

3º Congresso das Metalúrgicas do ABC termina com recorde de inscrições

8 de Abril de 2014 | 
Com cerca de 700 inscrições, a participa­ção das companheiras no 3º Congresso das Metalúrgicas do ABC, na semana passada, foi recorde.

“O resultado é fruto de um trabalho que começou no debate com representantes de Recursos Humanos para a liberação das trabalhadoras”, contou a diretora executiva e coordenadora da Co­missão das Metalúrgi­cas do ABC, Ana Nice Martins de Carvalho.

Segundo ela, as che­fias precisam entender a importância deste processo de inclusão e contribuir para a inser­ção das mulheres nos debates.

“Assim como o Sin­dicato cumpre seu pa­pel cidadão na luta pela igualdade de direitos entre homens e mulhe­res, os patrões também têm responsabilidade social e cobramos isso deles”, destacou Ana Nice.


Estrutura

Para a dirigente, o Sindicato teve sensibi­lidade de entender que ampliar a participação das mulheres passa por oferecer espaço ade­quado para os filhos das trabalhadoras.

“Recebemos mais de cem inscrições de crianças e tivemos a ousadia de criar um espaço com conforto e segurança para to­das elas”, explicou Ana Nice.

“Lutamos por uma escola pública de qua­lidade, pelo direito à creche, por ensino in­tegral e provamos que é possível fazer, como fizemos durante o 3º Congresso”, prosseguiu.

“Esse espaço ade­quado que criamos para as crianças trouxe mais mulheres para a entidade e garantiu a presença delas na política sindical”, co­memorou a coordena­dora da Comissão das Metalúrgicas do ABC.


Emancipação

“O Sindicato sempre debateu a questão da mulher, mesmo reconhecendo que a categoria é em sua maioria composta por homens”, disse o presidente do Sindicato Rafael Marques, no encerramento do 3º Congresso.

“Contribuir para a emancipação da mulher e para ampliar a participação das metalúrgicas do ABC é tarefa que não vamos abrir mão”, finalizou o presidente.


Presidente do Magazine Luiza aprova CSEs

Durante palestra sobre o Protagonismo e a liderança da mulher no mundo do trabalho, da política e da economia, a empresária Luiza Trajano, presidente do Magazine Luiza, elogiou o modelo de organização do Sindicato.

“A organização dos trabalhadores em Comitês nas empresas é importante para modernizar as relações de trabalho”, declarou Luiza Trajano, na última sexta-feira no 3º Congresso das Metalúrgicas do ABC.

Segundo ela, as lojas que administra também adotam representação semelhante à dos metalúrgicos do ABC.
“Cada loja tem um conselho de trabalhadores e tudo é negociado com o líder”, explicou. “Assim podemos resolver os problemas específicos de acordo com a realidade de cada unidade”, defendeu a empresária.


Pelo Brasil
Luiza Trajano empolgou o plenário com seu otimismo e amor pelo Brasil. “Temos que valorizar as coisas boas que o nosso País tem e acreditar na força transformadora da mulher”, disse. “Chegou o nosso momento”, finalizou.


"Tema da mulher é prioridade", diz Padilha

O ex-ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou durante o debate Mulheres e sociedade – que projeto queremos? que o tema relativos às mulheres devem ser prioridade em qualquer governo.

“O Estado de São Paulo, exemplo em tantos setores, não consegue ter uma ação política em defesa dos direitos das mulheres”, criticou, no encerramento do 3º Congresso das Metalúrgicas do ABC.

Para ele, é papel do governo do Estado criar mecanismos de interlocução entre as políticas do governo federal e os projetos dos municípios.

"O Estado pode ter uma ação concreta para combater a violência, abrindo as delegacias da mulher 24 horas por dia”, afirmou Padilha.


Preconceito
O diretor Administrativo do Sindicato, Teonílio Monteiro da Costa, o Barba, afirmou que a postura do atual governo do Estado de São Paulo é baseada no preconceito das elites contra a classe trabalhadora.

"Essa falta de diálogo com os movimentos de mulheres é típica daqueles que acham que nós só temos que cuidar da produção da riqueza e limpar suas casas", concluiu Barba.


“Eu curto ser metalúrgica do ABC”

Inspiradas em João Ferrador, personagem símbolo da categoria nas décadas de 70 e 80, as metalúrgicas do ABC anunciaram no encerramento do 3º Congresso o projeto Eu curto ser metalúrgica do ABC. O objetivo é criar uma nova personagem símbolo, mas que tenha identidade com as mulheres e a missão de estreitar os laços das metalúrgicas do ABC dentro e fora da base.

Plano de Lutas

Conheça algumas das propostas aprovadas no 3º Congresso
• Ampliar e fortale­cer a luta pelo aumen­to de contratações de mulheres nas fábricas da categoria.
• Fortalecer a luta, dentro das fábricas, pela ascensão das me­talúrgicas para fun­ções de chefias e/ou cargos de lideranças.
• Garantir a licença maternidade de 180 dias para todas as tra­balhadoras da base.
• Lutar pelo au­mento do Auxílio Cre­che em todos os acor­dos e convenções.
• Fortalecer a luta pela creche.
• O Sindicato deve promover atividades de formação para homens e mulheres da categoria debater as questões de gênero.
• Lutar, para garan­tir, em convenção cole­tiva, o abono do dia de trabalho para as traba­lhadoras e trabalhado­res que acompanham pais idosos e/ou fi­lhos/as em consultas médicas.
• Promover ativi­dades culturais para estimular a convivên­cia e a participação na vida do Sindicato.
• Buscar garantir a realização de campeo­natos anuais de Futsal Feminino

Com berçário, sala de jogos, brinquedoteca, sala de vídeo, espaço da pintura artística e escultura, a creche montada para o 3º Congresso recebeu média diária de 85 crianças até 11 anos.

Contribuições para o debate

“Há espaço para aumentar a participação das mulheres no mercado de trabalho e ampliar sua formalização”.
Lucineide Soares, presidente da Confederação Nacional do Ramo Químico da CUT.

“Na média, a metalúrgica cutista recebe 33,27% a menos que o homem”.
Marli do Nascimento, secretária da Mulher da CNM-CUT.~

“A creche é determinante para garantir a participação das mulheres”.
Rosane Silva, secretária da Mulher da CUT Nacional.

“O Sindicato é fundamental para o avanço nas relações trabalhistas e garantia dos direitos das mulheres”.
Edna Roland, coordenadora de Implementação de Políticas de Igualdade Racial de Guarulhos

“Em setores da sociedade as mulheres são tratadas como no século 19. Por isso movimentos como esses são fundamentais”.
João Gustavo Negrão, da Prefeitura de São Bernardo


Com berçário, sala de jogos, brinquedoteca, sala de vídeo, espaço da pintura artística e escultura, a creche montada para o 3º Congresso recebeu média diária de 85 crianças até 11 anos.

Da Redação 

Disponível em: http://www.smabc.org.br/smabc/materia.asp?id_CON=34743&id_SUN=78

Manifestação metalúrgicas/os SMABC - violência contra a mulher

Hoje pela manhã a Comissão de Metalúrgicas do nosso Sindicato iniciou uma campanha contra o feminicídio. A primeira assembleia ocorreu na Re...