sexta-feira, 30 de junho de 2017

Governo deve eliminar desoneração nas compras de autopeças

A política foi criada em 2011 como parte de plano de estímulo industrial
O Governo deve acabar com as isenções fiscais que beneficiam fabricantes de veículos que compram peças no país, após a Organização Mundial do Comércio (OMC) condenar os incentivos brasileiros à indústria local.

O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Antonio Megale, explica que as montadoras do país não poderão mais deduzir as compras de peças de automóveis produzidas localmente da alíquota de IPI nos novos regulamentos a serem adotados no final deste ano.

A política foi criada em 2011 como parte de plano de estímulo industrial. Segundo Megale, a Anfavea apresentará propostas para substituir esse projeto, conhecido como Inovar-Auto, no fim de julho, com uma versão final do plano esperado até agosto, o Rota 2030, que manterá as demandas de conteúdo local para as montadoras no país que produzem para exportação.

“As montadoras podem precisar de mais tempo para se preparar para um potencial acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, que os diplomatas esperam ser feitos em princípio até o fim do ano. Se tivéssemos comércio livre hoje com a União Europeia, a indústria nacional encolheria muito”, finalizou.
Da Reuters


Programa capacita autopeças e sistemistas da Região

ABCD Maior

19/05/2016 12:50
Por: Iara Voros 
O Pro+Auto está na reta final de atendimentos a 35 empresas fornecedoras do setor automotivo
As indústrias de autopeças e sistemistas fornecedoras do setor automotivo contempladas pelo projeto Pro+Auto estão na reta final das reuniões de capacitação. A iniciativa termina em agosto e, nesta semana, os empresários estiveram reunidos no Consórcio Intermunicipal Grande ABC para troca de experiências e palestra conjunta.

O projeto foi lançado em 2014, por meio de convênio firmado entre o MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) e a Fundação Vanzolini, para capacitar e desenvolver fornecedores de autopeças nos municípios do ABCD e São Paulo. Ao todo são 35 empresas que receberam melhorias técnicas, gerenciais e de inovação; incentivo à interação e cooperação entre as empresas dos diferentes elos da cadeia produtiva; e formação de governança e implantação de estratégias de acesso a mercado.
Para o gerente executivo do projeto, Felipe Bussinger, os atendimentos individualizados realizados nas empresas contribuíram para a atualização dos procedimentos e melhorias no modelo de gestão praticado para atender os clientes e tornar a marca mais competitiva no mercado. “É uma iniciativa ambiciosa, que deixa os participantes mais preparados e com potencial reforçado para enfrentar o período delicado em que o setor automotivo está inserido”, disse.
APRIMORAMENTO
O consultor Mitoshi Tsukamoto, da empresa Brudelcker, instalada em São Bernardo, afirma que a participação no programa vai resultar em melhorias de longo prazo na gestão da indústria familiar e na precificação dos produtos a serem oferecidos aos clientes. “É uma mudança de cultura que não é de um dia para o outro. Os clientes continuam fazendo pedidos, a dificuldade maior muitas vezes não está no mercado, mas sim na própria gestão da empresa, por isso temos que estar em constante aprendizado”, afirmou.
No caso da Component, empresa de Diadema, as principais melhorias a serem realizadas estavam concentradas nos setores de atendimento e de logística. Na avaliação do presidente, Roberto Korall, os resultados já podem ser percebidos. “Ao longo do projeto conseguimos implantar processos que aumentam a sobrevida da empresa e nos dá fôlego para continuar atravessando as dificuldades”, disse.
INCENTIVO
O projeto atende as diretrizes do Inovar Auto, programa do governo federal para estimular o investimento na indústria automobilística nacional e aumentar a nacionalização de componentes, tendo como uma das exigências a capacitação de fornecedores locais. O Pro+Auto tem o apoio da Cofauto (Câmara Setorial dos Fabricantes de Componentes Automotivos de Plástico) e da Abiplast (Associação Brasileira da Indústria do Plástico).

Setor automotivo quer flexibilidade de leis trabalhistas para evitar demissões


Por Reuters | 25/04/2016 17:04 - Atualizada às 25/04/2016 17:26
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Novo presidente da Anfavea, Antonio Megale quer estancar demissões que somaram mais de 10 mil somente em 2015

Lucas Lacaz Ruiz/Futura Press
Número de trabalhadores na indústria automotiva brasileira caiu 17,4% desde o fim de 2014
O setor automotivo vai defender maior flexibilização das leis trabalhistas no Brasil para evitar um número ainda maior de demissões, disse o novo presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos (Anfavea), Antonio Megale.

Megale, que assumiu a presidência da Anfavea nesta segunda-feira (25), disse que vai pleitear que o governo federal adote mecanismos mais perenes de manutenção do emprego, como o uso do Programa de Proteção ao Emprego (PPE) em momentos de crise e a formalização de mecanismos que garantam a supremacia de acordos entre patrões e empregados sobre leis trabalhistas.

"Estamos muito preocupados em manter o nível de emprego e evitar novas demissões, também porque temos uma mão de obra especializada é não é bom perdermos esses profissionais", disse ele a jornalistas nesta segunda-feira.

O número de trabalhadores na indústria automotiva brasileira caiu 17,4% desde o fim de 2014 até o mês passado, indo para 128,5 mil. Segundo a Anfavea, cerca de 39 mil empregados do setor estão com o contrato de trabalho temporariamente suspenso (layoff) ou protegidos pelo PPE, que permite às empresas reduzir em até 30 por cento os custos com salários em troca da manutenção do emprego.
Criado no ano passado pelo governo federal, o PPE tem duração prevista até o final deste ano.

Mesmo com a redução de pessoal, a entidade diz que o nível de ociosidade na indústria é de cerca de 50% na produção de automóveis e de 80% na de caminhões.

Um dos setores que mais se beneficiou do ciclo de crescimento da economia brasileira na década passada, a indústria automobilística tem sido também uma das que sentem mais intensamente a desaceleração do país. O setor ruma para o quarto ano consecutivo de queda nas vendas e o terceiro de recuo na produção, atingindo níveis de uma década atrás.

Otimismo para fim do ano
Para Megale, no entanto, tanto a economia do país quanto o setor podem começar a ver uma recuperação já no final deste ano, uma vez que se chegue a um desfecho da crise política.
Mas ele descartou que já estejam havendo conversas com representantes do governo da presidente Dilma Rousseff, que enfrenta um processo de impeachment, ou do vice-presidente Michel Temer para apresentar pleitos do setor.
Em outra frente, as fabricantes de veículos devem registrar um forte aumento das vendas para o exterior, favorecidas pela desvalorização do real frente ao dólar e da abertura de novos mercados internacionais.

"Já exportamos cerca de 900 mil veículos por ano e atualmente estamos em cerca de 400 mil", disse o executivo. "É óbvio que podemos crescer."

Megale citou como mercados promissores a Argentina, principal comprador estrangeiro de veículos produzidos aqui. O executivo mostrou-se confiante de que um novo acordo automotivo entre os dois países seja selado em junho, possivelmente com duração maior do que um ano.

O presidente da Anfavea também citou negociações bilaterais com países como Peru e Irã, além de conversas mais preliminares para exportação de veículos brasileiros para nações da África e da Ásia.


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